A Revolução - Salgueiro traz riqueza e coreografias marcantes em ‘Xica da Silva’
No carnaval de 1962, o Salgueiro tinha um novo presidente: Osmar Valença. Com a saída do comandante anterior, Nelson de Andrade (que foi para a Portela), o carnavalesco Fernando Pamplona também resolveu se desligar da escola, que confiou a Arlindo Rodrigues a confecção do carnaval. O enredo escolhido foi "O Descobrimento do Brasil", que contou com um belo samba de Geraldo Babão. Mas seria só no ano seguinte que o Salgueiro faria história. No carnaval de 1963, a escola apresentou "Xica da Silva", um dos mais fantásticos desfiles do carnaval, e que vai ser recriado na festa do "Carnaval Histórico" no dia 30, no Imperator.
Não acabou, pelo contrário: tornou o carnaval mais popular, rompendo barreiras então inimagináveis — o Salgueiro virou reportagem da revista americana "Time". O sucesso foi imenso, mas no ano seguinte, veio o castigo: a escola entrou com tanto salto alto na Avenida no carnaval de 1964 que perdeu o bicampeonato — que para muitos já era certo. O enredo era "Chico Rei", com um samba belíssimo de Djalma Sabiá. Houve momentos marcantes, como a lavagem da cabeça de Chico Rei numa pia, mas a escola veio muito coreografada e não se saiu bem. Os salgueirenses teriam que esperar mais um pouco para repetir o feito de "Xica da Silva".
Intelectuais x samba
Nilton de Sá, um dos responsáveis pelo desfile de 1960, deu uma entrevista pouco antes do car-naval repudiando sua participação naquele trabalho: "Os artistas plásticos e intelectuais querem se aproveitar das escolas de samba".
Grande perda
Antes do carnaval de 1964, durante um ensaio, morria Casemiro Calça Larga, que comandava a escola na Avenida.



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