Tombo, holograma, barulho de tiro e Oscar: veja os pontos altos e baixos da primeira noite do Grupo Especial do Rio

 Unidos de Padre Miguel, Imperatriz Leopoldinense, Viradouro e a Mangueira foram as quatro escolas que desfilaram neste domingo

    Desfile da Estação Primeira de     Mangueira.

Quatro escolas abriram o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial no Rio: Unidos de Padre Miguel, Imperatriz Leopoldinense, Viradouro e Mangueira. Com enredos que exaltaram a negritude e a religiosidade afro, as agremiações marcaram a noite com apresentações grandiosas na Sapucaí. Além de muito samba no pé e alegorias imponentes, a tecnologia também brilhou como um dos destaques do domingo. O uso de drones, hologramas e efeitos com chamas deixou o público de queixo caído. Mas também teve tombo e problemas com som. Confira os pontos altos e baixos da noite.

Pontos altos

Retorno após cinco décadas: Atual campeã da Série Ouro, a Unidos de Padre Miguel (UPM) abriu os desfiles do Grupo Especial na noite de domingo, marcando seu retorno à elite do carnaval carioca após cinco décadas. Apesar de parte do público ter relatado um possível problema no carro de som logo na entrada da escola na avenida, a agremiação conseguiu desfilar sem intercorrências e iniciou a noite com grande estilo.


    Desfile da Unidos de Padre Miguel

Recepção para Oscar de 'Ainda estou aqui': Enquanto a Imperatriz Leopoldinense entrava na avenida, o anúncio do Oscar de melhor filme estrangeiro para Ainda Estou Aqui animou o público, que já vibrava com a passagem da atual vice-campeã do carnaval. A festa tomou conta das arquibancadas e camarotes, intensificando ainda mais a energia da noite. Um dos destaques do desfile foi a estrutura de cinco mil litros da alegoria que integrou a comissão de frente da escola, amplamente elogiada nas redes sociais.

    Desfile da Imperatriz Leopoldinense

Chamas e holograma: A Viradouro impressionou o público com sua comissão de frente, que colocou fogo na Sapucaí. A estrutura que soltava chamas foi muito elogiada nas redes e recebeu aplausos calorosos na avenida. Além disso, o abre-alas da escola contou com um recurso tecnológico inovador: uma chave projetada em holograma, criando um efeito visual impactante que remeteu a uma alucinação.

    Desfila da Unidos do Viradouro

Esquentas: Os 10 minutos de esquenta para cada escola foram uma mudança acertada no desfile deste ano. O aquecimento antes da entrada das escolas na Avenida ajudou a dar o tom e animar o público para o que viria em seguida. Na entrada da Mangueira, por exemplo, a exaltação e os sambas dos últimos anos, tocados em alto e bom som por toda a Sapucaí, fizeram o público se levantar à espera da verde e rosa.

    Desfile da Estação Primeira de Mangueira

Drones: A Mangueira empolgou o público logo na abertura do desfile ao usar sete drones que imitavam pipas soltadas pelos "crias" da comissão de frente.

Barulho de tiro: Outro momento que chamou muito a atenção do público foi a parada da bateria da Mangueira para simular uma sequência de disparos, retratando a realidade de muitas comunidades do Rio.


Pontos Baixos
Som: Nas redes sociais, muitos foliões reclamaram de falhas no carro de som durante os desfiles. Durante a apresentação da UPM, houve quem apontasse que a harmonia foi prejudicada. A mesma crítica também foi feita em relação ao desfile da Viradouro e da Mangueira.

    Desfile da Unidos do Viradouro

Tombo na Avenida: Musa da Viradouro, Lore Improta escorregou e sofreu um pequeno acidente durante sua apresentação. Enquanto sambava, acabou caindo, mas não se deixou abalar. Rapidamente, levantou-se e seguiu animando o público com a mesma energia.

Peça e fantasia caindo: Durante o desfile da Viradouro, uma das alas teve parte da fantasia desprendida ao longo da Avenida. Já na apresentação da Mangueira, uma peça do abre-alas despencou na Sapucaí. Dois integrantes da escola correram para retirar o objeto e evitar prejuízos ao desfile.



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